sexta-feira, 27 de março de 2015

O PRÍNCIPE PASTOR










    
    

     Quem passasse pelo Reino faz Flores ficaria  certamente impressionado com a beleza de seus jardins floridos, cujo perfume sentia-se à distância pelos visitantes que dali se aproximavam.
     Esse reino pertencia ao Príncipe André, jovem de excelente coração, que governava com justiça e bondade. Isso fazia com  que seu povo se sentisse muito feliz.
     André amava as flores. Daí a razão pela qual as cultivava com tanto carinho.
     Mas, certa vez, André caminhava pelos jardins do seu palácio, quando passar numa linda  carruagem uma formosa donzela.
     Soube imediatamente tratar-se da Princesa Marta, filha do Rei que era seu vizinho.
Encantado com a beleza da jovem, André resolveu procura-la imediatamente a fim de oferecer-lhe a sua mão de esposo.









     Ocorreu-lhe, no entanto, um pensamento. Que presente levaria consigo para ofertar à donzela de tanta graça e beleza.    


 







  - Sim! - pensou ele. Flores! Um lindo ramo florido será o único presente digno de tão formosa donzela! - repetia, encantado, o Príncipe, enquanto contemplava o retrato da princesa.

    











     No dia seguinte, André partiu na direção do reino vizinho. Ia vestido simplesmente, sem ostentação. Levava consigo o ramo de flores, artisticamente preparado pelos hábeis jardineiros do Palácio.


















     Qual não foi, porém, a sua surpresa ao ouvir a voz da Princesa, que falava:
     Ora, flores! Flores! Tem graça!... E que príncipe é esse que se apresenta, assim, tão mal vestido, sem possuir uma carruagem real?                         

    


     Essa jovem precisa de uma boa lição!
     Dias depois, o Príncipe André voltou ao reino vizinho. Agora, ele estava disfarçado de camponês pobre. Consigo, levava uma corneta. E, enquanto fazia o aminho a pé, pensava:

     Ao chegar lá, o Príncipe André pediu emprego de pastor. e foi imediatamente aceito.





  
 
 
Assim, André deu início a seu plano. Como era excelente músico, pôs-se a tocar a corneta e atraiu logo a atenção da princesa.
A jovem adorou a corneta e quis possuí-la, pois julgava-a mágica. André, então, lhe respondeu:
- Só lhe darei a corneta, com uma condição.
- Condição? 
-Perguntou-lhe a princesa. - Qual é a condição, jovem pastor?
Depois de um curto silêncio, o rapaz explicou-lhe tudo.
Durante três  dias, a Princesa teria que permanecer a seu lado, pobremente vestida, ajudando-o a guardar o rebanho. Findo esse prazo, ele lhe daria a tão desejada corneta.
Como era muita ambiciosa e acreditava seriamente em que a corneta fosse mágica, a moça aceitou.
 
 
      Mas, qual não foi a sua surpresa, quando, ao fim do terceiro dia, a Princesa não viu um humilde pastor, mas um nobre príncipe, ricamente vestido.
     - Aqui tem a corneta, Alteza. Mas, em suas mãos ela permanecerá muda e vazia de melodias, pois vai faltar-lhe a sensibilidade do artista, necessária para faze-la vibrar.
 
 
 
 
     Ao dizer isso, o Príncipe se afastou. A Princesa ficou chorando de arrependimento e vergonha pela humilhação por que passara.
     Meses mais tarde, o Príncipe voltou, pois a jovem, ao compreender os seus erros, tornou-se bondosa, simples, caridosa e meiga.
     E  quem passara agora pelo Reino das Flores terá a mais agradável das surpresas, pois entre os canteiros floridos, lá está a Princesa a colher e a armar maravilhosos ramos de flores, com os quais ornamenta os salões do maravilhoso palácio em que vive
     E, assim termina esta linda historia, amiguinhos, e podem ficar certos de que ambos foram muito felizes para o resto de suas vidas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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