Conta-se que em uma carpintaria houve, certa vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar as diferenças. O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou a culpa, mas pediu que fosse expulso o parafuso que, segundo ele dava muitas voltas para alcançar o objetivo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição que se expulsasse o metro que sempre media os outros com a sua medida, como se fora o único perfeito. O metro admitiu o perfeccionismo salientando que, então, o serrote também não poderia assumir a presidência por ferir aos demais cortando-os exatamente onde o metro estabelece as próprias medidas... Neste momento entrou o carpinteiro, juntou o material e começou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, o parafuso, a lixa, o metro e o serrote. Finalmente a madeira rústica se transformou num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a
discussão. O serrote tomou a palavra:
- Senhores ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com as nossas qualidades, com os nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos nos nossos pontos fortes.
Todos entenderam, então, que o martelo era forte, o parafuso unia, a lixa era especial para limpar e afinar as asperezas, enquanto o metro era preciso e exato pra possibilitar o trabalho do serrote. Sentiram-se então, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade e passaram a trabalhar com alegria, em equipe.
Este texto, do autor desconhecido, com algum toque nosso, mostra o que realmente acontece em algumas ocasiões, com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos.
Qualquer um pode fazê-lo, mas encontrar qualidades. Aí o amor é imprescindível.
É aqui que entra a eficiência do exímio carpinteiro. O filho de Maria, nasceu por volta do ano 5 antes da Era Cristã, no período da ocupação do Império Romano no território judeu. Os movimentos de libertação eram constantes. Haviam diversos grupos que lutavam pela expulsão do inimigo. Mesmo os movimentos religiosos na Judéia daqueles dias, eram poucos mais de 400 e eram movidos também por interesses políticos de libertação. Então, nasce na famosa aldeia de Belém e cresce na inexpressiva cidade de Nazaré um menino "comum". Fruto de uma gestação meio inexplicada para os que conheciam a História; filho de um casal sem tradição, José e Maria. Ele, um carpinteiro comum; ela, uma virgem camponesa, filha de uma camponesa, filha de uma família sem maior expressão social. Como determinava a própria tradição judaica o pai deveria ensinar ao filho a sua própria profissão, Assim, o velho carpinteiro, ensinou ao menino a a arte de trabalhar em madeira. Aquilo já expressava a sua graciosa habilidade de trabalhar o caráter das pessoas que teriam contato com Ele.
"O carpinteiro conhece
os pontos defeituosos de
suas ferramentas"
Segundo a tradição, José morreu quando Jesus tinha cerca de 17 anos de idade. Portanto, cabia a Ele o sustento da família a partir de então. Carpinteiro era o seu ofício.
Quando iniciou o seu ministério, aos 30 anos, já havia modelado madeira, mobilhado residências..
Mas Ele era nada mais que isso: um carpinteiro. Pelo menos, aos olhos dos que apenas o conheciam como o filho de Maria.
Entretanto, ao longo dos três anos do seu brilhante ministério Jesus foi deixando denotado que a Sua especialidade era lidar com pessoas, ainda que as mais difíceis. Incrível que Ele, o homem perfeito,
não estabeleceu medida de perfeição sobre nenhum daqueles que o procuraram. O carpinteiro conhece os pontos defeituosos de suas ferramentas, mas sabe usar a cada uma delas para o devido propósito.
Não estamos falando do Jesus mito, do Jesus imaginário. Estamos falando do Filho de Deus, nascido de uma mulher, vivendo como homem, sujeito a todas as vicissitudes da vida, porém, perfeito, amoroso, gracioso e carpinteiro de homens e de mulheres.
Nos dias de Jesus a prática da Lei Mosaica era mais rigorosa que em quaisquer tempos anteriores.
Com a lembrança do cativeiro latente na memória e a ocupação romana, os judeus temiam que Deus outra vez lhes permitisse o exílio. Então exacerbaram na prática da Lei. Fariseus andavam com placas penduradas no pescoço contendo os dez mandamentos da lei Moral; saduceus se reuniam para discutirem a vida eterna; sacerdotes eram rigorosos na prática da excomunhão sobre aqueles que não se adequavam às regras, a exemplo de publicanos, meretrizes e quaisquer gentios. Aos leprosos expulsavam do convívio social; às adulteras apedrejavam; aos publicanos expulsavam da sinagoga;
aos ladrões crucificavam e aos gentios negavam a salvação. Jesus, o exímio carpinteiro perdoa à mulher flagrada em adultério, dorme na casa do publicano, purifica os leprosos, salva o ladrão e abre as portas da graça para a mulher gentia.
Convido-lhe a depositar a sua vida nas mãos do Carpinteiro de homens, Ele pode mudar a nossa história com a Sua presença. Não se entregue ao desânimo e à desilusão. Não se renda ao desespero, qualquer que seja o motivo. Jesus Cristo, o Filho de Deus está perto de você e quer entrar na sua história, e abençoar a sua vida e conduzi-lo a Deus, o Criador de todos os homens.
Extraído de Mensageiro da Paz (Pr. Josué Brandão)
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